
O que é Ethereum (ETH)?

Entenda o que é tokenização
Contratos inteligentes, também conhecidos como smart contracts, são aqueles projetados para se autoexecutarem uma vez que as condições predefinidas são atendidas. Eles operam em blockchain. Sendo assim, não precisam de intermediários para validar ou executar as transações, o que reduz o risco de interferência de terceiros.
Para que o conceito fique mais claro, imagine que você está organizando uma festa de aniversário e decide contratar um serviço de entrega de bolos. Você e o fornecedor concordam em um contrato simples: você paga uma certa quantia em dinheiro e, em troca, o fornecedor entrega um bolo na sua festa, no dia certo, no local combinado e do sabor que você escolheu.
Agora, vamos adicionar inteligência a esse contrato.
Em vez de depender apenas da confiança mútua ou de intermediários para garantir que o acordo seja cumprido, você usa um contrato inteligente. Ele funcionará como um assistente virtual que automaticamente verifica se as condições do contrato são atendidas e executa as ações acordadas.
Por exemplo, o contrato inteligente verifica automaticamente a data da festa, confere se o pagamento foi feito na hora certa e se as especificações do bolo foram seguidas.
Se todas as condições forem atendidas, o contrato inteligente, também de forma automática, instrui o serviço de entrega a levar o bolo na sua festa no momento combinado.
Se houver algum problema, como atraso no pagamento ou mudança na data da festa, o contrato inteligente pode automaticamente resolver isso, cancelando a entrega ou ajustando os termos do contrato conforme necessário.
Para que tudo isso seja feito, os seguintes passos são seguidos:
- Criação do contrato: as partes definem os termos do contrato e os codificam no programa.
- Implementação na blockchain: o contrato é armazenado na blockchain, tornando-o imutável e transparente.
- Execução automática: quando as condições predefinidas no contrato são satisfeitas, o programa executa automaticamente as ações acordadas.
É preciso dizer que os contratos inteligentes não são totalmente imunes a riscos. Afinal, eles podem passar por falhas no código ou disputas sobre sua interpretação.
Quando surgiram os smart contracts?
Ao contrário do que muitos acreditam, os contratos inteligentes não vieram com as criptomoedas, esse conceito é muito mais antigo que o Bitcoin. Isso porque os smart contracts foram originalmente propostos em 1994 pelo cientista da computação Nick Szabo.
Na época, Szabo descreveu um sistema de contratos digitais que se autoexecutavam, utilizando criptografia para garantir a segurança e a confiabilidade das transações.
No entanto, a tecnologia necessária para implementar os smart contracts de forma eficaz ainda não estava disponível no ano citado. Foi somente com o advento da tecnologia blockchain, que os contratos inteligentes se tornaram uma realidade prática.
A primeira plataforma a implementar essa tecnologia de forma funcional foi o Ethereum, lançada em 2015. Essa criptomoeda utiliza uma blockchain pública que permite a execução de código arbitrário, possibilitando a criação de contratos inteligentes complexos e personalizáveis.
Qual o objetivo dos smart contracts?
Automatizar e reduzir a dependência de terceiros para a execução de contratos, de forma segura e transparente.
Quando um contrato inteligente elimina a necessidade de intermediários, como bancos, cartórios ou advogados, para a execução de tarefas repetitivas e manuais, ele não só reduz os custos de contrato, como também agiliza todo o processo.
Além disso, como todas as informações estão na blockchain, há uma grande redução de riscos de fraudes e violações de contratos, pois essa tecnologia é transparente e imutável.
Exemplos de aplicações dos smart contracts
- Compra e venda de imóveis: automatizar a transferência de propriedade, pagamento e registro de hipotecas.
- Gestão de contratos de aluguel: automatizar o pagamento de aluguel, a emissão de recibos e a gestão de inadimplência.
- Cadeia de suprimentos: rastrear a origem e o destino de produtos, garantir a qualidade dos produtos e automatizar pagamentos.
- Votação eletrônica: garantir a segurança, a transparência e a eficiência do processo eleitoral.
Como distinguir um contrato eletrônico de um contrato inteligente?
A diferença está na execução das obrigações contratuais, segurança e transparência.
Contrato eletrônico
- Formato digital: celebrado em meio eletrônico, utilizando ferramentas como e-mails, plataformas online ou assinatura digital.
- Formalização similar ao contrato tradicional: possui as mesmas características de um contrato físico, com cláusulas, obrigações e responsabilidades definidas.
- Execução manual: depende da ação humana para verificar o cumprimento das obrigações e tomar medidas em caso de inadimplemento.
Contrato inteligente
- Subtipo de contrato eletrônico: além de ser digital, utiliza a tecnologia blockchain e código computacional.
- Autoexecução: as obrigações contratuais são automaticamente executadas quando as condições predefinidas no código forem satisfeitas.
- Transparência e segurança: as transações são registradas na blockchain, garantindo a imutabilidade dos dados e a segurança das operações.
Assim, podemos dizer que o contrato eletrônico é digital, mas depende de ação humana para execução, enquanto o contrato inteligente, embora seja digital, é autoexecutável e com alto nível de segurança e transparência.
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